ADOLESCÊNCIA E MENSTRUAÇÃO

Dez coisas que você precisa saber sobre menstruação

Durante a fase da menstruação é comum que o corpo da garota comece a mudar, o que pode ser uma surpresa para muitas. Por isso é importante saber o que o está por vir em cada etapa dessas transformações e principalmente como funciona o ciclo menstrual.

Veja a seguir dez coisas que toda garota precisa saber sobre a menstruação:

1 –    A partir de que idade é normal  o aparecimento das mamas?

O desenvolvimento de mamas, que os médicos chamam de telarca, e o desenvolvimento de pelos nas axilas e na região do púbis podem se iniciar a partir dos 8 anos de idade. Quando o aparecimento for mais precoce, é preciso procurar um médico. Por outro lado, se o desenvolvimento das mamas e pelos não ocorrer até os 13 anos de idade, também é preciso fazer uma avaliação.

2 –    A partir de que idade é normal menstrual?

A menarca, que é o nome que se usa para a primeira menstruação, geralmente acontece cerca de dois anos após o início  do  desenvolvimento  das  mamas.  Assim,  menstruar  a  partir  dos  10  anos  de  idade  e  até  os  15  anos  é  normal. Meninas que tem a menarca antes dos 10 anos ou que não menstruaram até os 15 anos devem ser procurar o médico.

3 –   A menstruação pode ser irregular?

Nos primeiros dois anos após a primeira menstruação é muito comum que o intervalo entre as menstruações seja irregular e que, em alguns meses, não ocorra menstruação. Isto acontece em 43%  das meninas durante o primeiro

ano. Embora este problema vá diminuindo, em 20% das adolescentes ainda há irregularidade mesmo após  o sexto ano do início das menstruações.

4-    Por que a menstruação é irregular nesta fase?

Em  adolescentes,  a  causa  mais  comum  de  menstruação  irregular  é  a  falta  da  ovulação  devido  a  imaturidade  do sistema  que  controla os  hormônios  femininos.  Como  isto  pode  ocorrer  por  alguns  anos, só  o  acompanhamento  vai mostrar quando  a menstruação  normalizar, mas em uma pequena porcentagem  dos  casos esta irregularidade  pode persistir mesmo na vida adulta, devido a falta de ovulação.

5 –   Quanto tempo pode durar o sangramento irregular e aumentado?

Na maioria dos casos, o sangramento devido a imaturidade resolverá espontaneamente, mas se o tratamento for necessário pela quantidade de sangramento, deverá ser usado. É importante uma dieta rica em ferro para evitar anemia e, eventualmente, podem ser prescritos hormônios para regular a menstruação ou até medicamentos anti-

inflamatórios.

6 –  E quando o sangramento ocorre em grande quantidade?

Embora às vezes o sangramento possa ser aumentado, em especial quando ficar meses sem menstruar, se isto ocorre na maioria das menstruações é importante uma avaliação, pois existem algumas doenças da coagulação do sangue que se manifestam clinicamente depois da menarca e que podem ter passado desapercebido até este momento.

7-  Como posso perceber que minha menstruação pode não ser normal e o que pode ser feito?

Procure seu médico e informe detalhadamente seu calendário menstrual, incluindo a duração e a severidade do sangramento, assim como a história de outros problemas hematológicos como sangramento na gengiva ou nariz aparentemente sem motivo. O médico vai orientar se é preciso investigar distúrbios incluindo os da coagulação.

8 –    É normal ter cólica menstrual?

A cólica menstrual é chamada dismenorreia, que pode ser primária e secundária. Geralmente a dismenorreia primária aparece  pouco  tempo  depois  que  a  mulher  começa  a  menstruar,  ainda  na  adolescência,  enquanto  a  dismenorreia secundária  tem  causas  que  precisam  ser  investigadas. Procure  seu médico,  relate  como  é  sua  dismenorreia,  se  isto atrapalha suas atividades. Há medicações que podem auxiliar. Ele vai te orientar.

9 –   Se a menstruação for irregular, pode ser Síndrome dos Ovários Policísticos?

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos na adolescência não é muito fácil. O médico vai avaliar os sintomas e as outras manifestações. Geralmente é preciso acompanhar por algum tempo antes de afirmar que os sintomas são por síndrome dos ovários policísticos ou se vão desaparecer e se normalizar com o “amadurecimento” do organismo.

10 –    Porque deveria ir ao médico na adolescência?

Nesta fase, o ginecologista pode orientar sobre as mudanças no corpo, sobre os sintomas, sobre anticoncepção, sobre a vacinação.  Procure um(a) médico (a) que te oriente, fale de suas dúvidas.

 

Vale lembrar que a menstruação não deve se tornar um tabu durante a adolescência, procure um ginecologista para melhor orientar sobre as mudanças e sintomas no corpo.

 

Fonte: Febrasgo

Diu de cobre X Diu Mirena

Saiba os benefícios

Para a maioria das mulheres, tanto o DIU de Cobre quanto o DIU Mirena são excelentes opções de contracepção. Porém, dependendo das características pessoais, em alguns casos um tipo pode ser mais benéfico que o outro.

DIU de Cobre:

  • È livre de hormônios;

  • Mulheres que desejam uma contracepção por um período maior, podem preferir o DIU de cobre, pois este, após implantado, pode permanecer no útero por até 10 anos, ao contrário do DIU Mirena que precisa ser trocado com 5 anos;

  • É a melhor opção para mulheres que precisam evitar hormônios exógenos, (principalmente em pacientes com câncer de mama nos últimos 5 anos);

  • Melhor escolha para as mulheres que não querem ter redução do seu fluxo menstrual habitual;

  • É muito mais barato que o DIU Mirena.

DIU Mirena:

  • Para as mulheres com grande fluxo menstrual e que deseja reduzi-lo, é a opção de escolha pois este contém progesterona sintética.

  • Em algumas mulheres, o DIU Mirena pode interromper completamente a menstruação;

  • Auxilia no controle de cólicas menstruais, principalmente naquelas mulheres com dismenorréia moderada a grave;

  • O uso do DIU Mirena é favorável para mulheres com Endometriose.

Converse com seu ginecologista e escolha a melhor opção.

Como escolher o melhor método contraceptivo?

Saiba como funciona cada método.

Os métodos contraceptivos são a melhor forma de prevenção para mulheres que não desejam engravidar. Conheça cada um dos métodos hormonais e não hormonais citados abaixo:

Métodos Hormonais

  • Adesivo:

O que é: É um adesivo fino, que deve ser aplicado sobre a pele, que contém dois tipos de hormônios, o estrogênio e progestogênio.

Eficácia: 91%, se usado corretamente

Duração: Substituir toda semana

 

  • Anel Vaginal

O que é: É um método contraceptivo em formato de anel de silicone que deve ser inserido na vagina, de forma a impedir a ovulação e a gestação através da liberação gradual de hormônios.

Eficácia: 99,7%, se usado corretamente.

Duração: O anel deve ser trocado a cada 3 semanas seguidas, após esse tempo deve ser retirado. E fazer uma pausa de 1 semana, antes de colocar o anel novamente.

 

  • Injeção

O que é: É um anticoncepcional injetável aplicado no músculo (da nádega ou no braço) que pode ser administrada mensalmente ou trimensalmente.

Eficácia: 97%
Duração: 3 meses

 

  • Pílula anticoncepcional

O que é: A pílula anticoncepcional deve ser utilizada pela via oral. As pílulas anticoncepcionais são divididas em duas categorias: as combinadas que contém os hormônios estrogênio e progestogênio, e das isoladas, que contém apenas progestogênio.

Eficácia: 97%, se usada corretamente

Duração: Tomar diariamente

 

  • Pílula do do dia seguinte

O que é: É um método anticoncepcional de emergência utilizado para evitar uma gravidez indesejada, após a relação sexual desprotegida.

Eficácia: Deve ser usado no período de até 72 horas, após a relação sexual.

Duração: Tomar a pílula de dose única

Métodos não hormonais

  • Preservativo feminino

O que é:  O preservativo feminino deve ser inserido na vagina antes do ato sexual. O uso de preservativos é o método mais seguro para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), e de uma gravidez indesejável.

Eficácia: 98%, se usado corretamente

Duração: Utilizar a cada ato sexual

  • Preservativo masculino

O que é: O preservativo masculino mais conhecido como ‘’capa’’ protetora, deve ser usado no pênis do parceiro. O preservativo impede contato direto entre o pênis e vagina que consequentemente evitando doenças sexualmente transmissíveis  (DSTs).

Eficácia: 85%, Se usado corretamente

Duração: Utilizar a cada ato sexual.

 

  • Diafragma

O que é: O diafragma é um método contraceptivo que tem a forma de um anel flexível envolvido por uma fina camada de borracha que impede a entrada dos espermatozoides no útero, evitando consequentemente uma gravidez indesejável.

Eficácia: 94%, se usado corretamente

Duração: Deve ser trocado a cada ato sexual

 

  • Diu de cobre

O que é: O DIU de cobre é um método contraceptivo para a prevenção de gravidez que é colocado dentro do útero da mulher. Na prática, é mais eficaz que os anticoncepcionais orais.

Eficácia: 94,4% se usado corretamente.

Duração: 5 anos

 

  • Espermicida

O que é:  É uma substância química que mata os espermatozóides. Deve ser introduzido profundamente na vagina perto do colo do útero, antes do ato sexual.

Eficácia: 71%, se usado corretamente

Duração: Aplicar em cada ato sexual

 

  • Laqueadura

O que é: O procedimento deve ser realizado por uma equipe médica, no ambiente hospitalar. Esse procedimento é indicado para mulheres que já são mães e não querem ter mais filhos.

Eficácia: 95%

Duração: Efeito permanente

Vale lembrar que cada mulher é única e o eu anticoncepcional também, por isso não deixe de conversar com seu médico Ginecologista para juntos escolherem o melhor método.

Vulvite e vulvovaginite: quais são as diferenças?

A vulvite e a vulvovaginite são inflamações da parte externa do órgão genital feminino – a vulva. A principal diferença entre as inflamações é que a vulvite é uma irritação na vulva e a vulvovaginite na vulva e na vagina.
As infecções são causadas pela presença de microorganismos que provocam corrimento, assim como a candidíase, a tricomoníase e clamídia que também podem desenvolver a vulvite e a vulvovaginite.
O uso de produtos alérgicos, como calcinhas de tecido sintético, amaciantes, papel higiênico colorido ou perfumado, sabonetes e até o hábito diário de fazer ducha vaginal também podem causar a vulvovaginite.
Mulheres grávidas devem ter o cuidado dobrado, pois podem desenvolver vulvites crônicas após o parto, isso devido à imunidade baixa que é propícia a infecções causadas por sensibilidade a determinados produtos químicos, como o látex da camisinha, tampões vaginais e sabonetes íntimos

Frequência urinária aumentada na Gravidez

Qual a grávida que nunca sentiu vontade de urinar no meio da noite?! Isso pode acontecer por conta do avanço da gestação, o tamanho do útero diminui a capacidade da bexiga, justo no período em que o seu organismo está produzindo mais urina, além disso, há mais sangue circulando, ou seja, mais líquido sendo processado pelos rins. Mesmo com a bexiga vazia, algumas futuras mamães podem sentir a sensação de que ela ainda está cheia, por conta da pressão.

Caso a gestante sinta dor, queimação ou uma enorme vontade de urinar e só fazer gotinhas é melhor procurar o médico. Esse é um sinal da polaciúria, um problema de micção conhecida como frequência urinária aumentada.

Infecção Urinária: Sintomas

Infecção urinária é a presença anormal de microrganismos em alguma região do trato urinário. A doença possui dois tipos: a cistite e a pielonefrite. A cistite ocorre quando a infecção afeta a bexiga, enquanto a pielonefrite afeta o rim, sendo mais grave e possuindo sintomas mais severos.

Na infecção urinária, os principais sintomas na mulher são:

• Disúria (ardor na uretra durante a micção)
• Aumento da frequência urinária
• Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
• Sangue na urina;
• Alteração do aspecto físico da urina (coloração escura, odor forte).

Vale ressaltar que em alguns casos mais severos, a doença pode causar dor lombar, mal-estar e até mesmo febre. Na dúvida, não deixe de consultar seu médico.

SOP – Síndrome dos Ovários Policísticos

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das mais comuns endocrinopatias que acometem mulheres em idade reprodutiva, com prevalência de 4 a 12% em diferentes populações. Mudança nos hábitos de vida são estratégias iniciais no tratamento de mulheres obesas com SOP, melhorando sensibilidade à insulina, hiperandrogenismo, fatores de riscos metabólicos, ciclos menstruais e ovulação, e reduzindo tanto o número de folículos ovarianos retidos como o volume ovariano, regulando a fertilidade e a capacidade reprodutiva. Uma dieta pobre em gorduras saturadas e rica em fibras, com alimentos de baixo índice glicêmico de carboidratos, é geralmente adequada para mulheres com SOP. Os agentes sensibilizadores da insulina também fazem parte do manejo dessas pacientes. Avaliação do uso de metformina e citrato de clomifeno mostrou que as taxas de ovulação foram efetivas tanto com o uso isolado da metformina quanto em associação ao citrato de clomifeno, porém, quanto ao número de gestações, foi obtido melhor resultado com a associação de ambos os medicamentos. As glitazonas também têm sido utilizadas nas desordens metabólicas na SOP. A administração de rosiglitazona 4 mg/dia ou de pioglitazona 30 mg/dia a mulheres obesas e não obesas com SOP levou a uma melhoria da resistência a insulina, diminuição da produção androgênica ovariana, restauração da ovulação espontânea.

Para saber mais, clique AQUI.

A Influência do Método Pilates no Fortalecimento do Assoalho

Os músculos do assoalho pélvico (AP) têm importantes funções, contraem-se para manter a continência urinaria e fecal, evitam o deslocamento dos órgãos pélvicos, participam da responsividade sexual feminina normal, e são extremamente distendidos para permitir o parto. Um assoalho pélvico com função deficiente ou inadequada é um fator etiológico para o aparecimento de diferentes patologias. O objetivo deste estudo foi verificar se o método Pilates tem influência no fortalecimento do AP. Para isso foram comparados o grau de força muscular, mensurado com o aparelho de biofeedback Perina, de três grupos. Cada grupo foi composto por quatro mulheres, sendo o grupo I de mulheres que praticam Pilates, o grupo II de mulheres sedentárias e grupo III de mulheres que praticam outro tipo de exercício físico. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa quando comparados os grupos, mas através da analise das médias percebeu-se que o Método Pilates assim como a pratica de atividade física influenciam na força do assoalho pélvico, podendo ser usados como forma de prevenção para o aparecimento de disfunções dessa musculatura. Atualmente a fisioterapia uroginecológica usa como forma de tratamento reconstituir a função normal do AP, nesse sentido diversos estudos comprovam a eficiência do fortalecimento do AP e indicam que o método Pilates trás muitos benefícios à saúde sendo um destes o aumento da força do AP. Assim, o Método Pilates poderá ser utilizado para o fortalecimento da musculatura perineal como forma de prevenção para o aparecimento de disfunções.

Saiba mais clicando AQUI.

Atividade Física e a Mulher

A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) tem oferecido periodicamente informações que possibilitem aos profissionais da área de saúde a atualização em temas relacionados às ciências do esporte. Uma das ações que tem se mostrado muito eficaz é a publicação de Posicionamentos Oficiais ou Consensos.

Desde 1996 já foram publicados três documentos com estas características:

1) Atividade Física e Saúde em Indivíduos Aparentemente Saudáveis

2) Atividade Física e Saúde na Infância e Adolescência

3) Atividade Física e Saúde em Indivíduos Idosos

O documento que se desenvolve a seguir, “Atividade Física e Saúde na Mulher”, é a última etapa de uma importante meta da SBME de abordar os quatro grandes temas relacionados à atividade física e saúde.

Esta publicação representa o posicionamento oficial da SBME sobre atividade física e saúde em indivíduos do sexo feminino (atletas ou não atletas), visando ampliar a recomendação da prática de atividade física pelos profissionais de saúde que lidam com esse grupo. Os interessados em se aprofundar no tema devem consultar a bibliografia relacionada.

Para saber mais clique AQUI.